terça-feira, 30 de maio de 2017

¡vinil!

(¡!)
Sempre é dia de vinil no meu coração.
Dia de bolachão e bigodão!
Dia de Belchior!

(*)
“Velha Tela Colorida”, Belchior.

por Gelson Bessa:.

farol

"A torre é feminina, vestida de azulejos, demora pra se arrumar e piscar para o oceano. Exige cuidados especiais, vaidosa como uma apaixonada." (Luis Carlos Donato BACELAR, caseiro do mar, zelador das ondas e do vaivém lírico da costa marinha gaúcha)

(*)
“beleza interior”, Uma Viagem Poética pelo Rio Grande do Sul.

(Carpinejar)
(**)
Farol de Mostardas, Tavares - RS.

por Gelson Bessa:.

¡chuva!

Chuva...
Por mais que em linhas retas caia em cima da terra,
Caída, mostra a chuva que é feminina em curvas.

(João Cabral de Melo Neto)

Reta...
É a natureza do homem, por mais tortos que sejam.
Queda...
O homem cai, a chuva cai lentamente do céu.
Solo...
Quando a chuva cai torna o solo raro.

(...)
E basta seguir seus caminhos nas curvas da vida,
feminino liquido, poderoso, cheio de força e vital.
Fértil, uma vez no solo, gera vida, chuva sinuosa,
que provocante rola diante do olhar dos homens,
sedento para matar a sede, plantar, se alimentar.

 No sertão de alma bruta, a chuva é mais que chuva
É inverno em pleno verão... E vice-versa!

Gelson Bessa:.

(*)
{na chuva o sapo pula, canta e dança}

(**)
{que o satélite/sinal/terra nos seja leve}

{cidadão comum}

Gosto do interior do meu interior.
Gosto da serra, do sertão, do ar e do meu lar.
Gosto do balanço da rede branca,
de chapéu, do-Sul-do-Ceará-do-Brasil.
Gosto do Belchior, de baião e do meu rincão.
Gosto de erva-mate, do Marenco e da minha querência.
Gosto do balanço da rede branca, do vento,
de cachorro ligeiro e de gato no meu galpão.
Gosto de galos, noites e quintais.
Gosto de navios e do mar também.
Gosto do caminho dos barcos. 
Gosto da capital, sou um passarinho urbano.
Gosto de amar e mudar as coisas.
 Gosto de muitas outras coisas.
Gosto do que sou e do que gosto,
e sou apenas um cidadão comum,
sem parentes importantes, vindo do interior.


Gelson Bessa:.

Estrela camponesa...

Olha-me, oh, yes! oh, yes!
Brasileiramente linda, oh, yes! oh, yes!
Brasileiramente linda.

Mente brasileira mente lindamente brasileira

Envolve-me, oh, yes! oh, yes!
Brasileiramente linda, oh, yes! oh, yes!
Lindamente brasileira.

Oh! senhora dona Loren,
Coberta de ouro e prata:
Descubra seu corpo-rosto,
Eu quero ver-lhe a alma.

Minha estrela camponesa,
Vênus, nuvem nua, lua nova, anjo fêmea
Beija-me, oh, yes! oh, yes!
Como se eu fosse um homem livre, oh, yes! oh, yes!
Como um gesto primitivo, oh, yes! oh, yes!
Do amor humano, animal, substantivo...
Do amor humano, poético, brasileiro.


 “Brasileiramente Linda”, Belchior.
por Gelson Bessa:.

Lá vem o sol, lá vem o sol...

"Antes que algum rouxinol
Diga que é dia, é de manhã,
O sol já vem: here comes the sun!"

[Belchior + Beatles]
por Gelson Bessa:.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

¡mpressionista!

Minha impressão, tuas cores, minha inspiração, meu filho.
A tua vida, o nascer do sol, no meu colo, pintura divina
Sou teus braços, os meus braços são teus, tu é minha força.
Ando ao teu lado, nos caminhos dessa vida, inventando arte.
Sou as tuas pernas, minhas pernas são tuas, fazendo arte.

Minha alegria, meu orgulho, minha pintura, meu filho.
Tua força no meu ser, minha condução, teu ser, meu viver.
Os teus olhos, janela da minh'alma, luz dos olhos meus.
Ando com calma, admirando a tua alma... Calma e feliz.
Nos meus braços te abraço, no meu colo te deito.

Meu viver, todo dia, trabalhar, dirigir casa e carro, correria.
Corro mundos, corre meus pensamentos na tua direção.
E se corro sempre, corro pra te ver bem, meu bem.
Chegar a ti, o meu abraço, minha proteção, minha oração.
Sorrir e te fazer sorrir, enquanto pinta e borda o meu coração.

Contemplar tua arte, sentir bater no peito uma forte emoção.
Meu pintor favorito, meu artista, meu filho, meu impressionista.
Inteligente... Genial... Arte divina, minha gratidão... Gratidão.  
 Tu me guias, te sustento, tu me sustenta, corpo, alma e espirito.
Meu filho, minha alma... Na tua calma a minha se acalma.

Luz e sombra... Mãe e filho... Braços e abraços.
Pincel e tela, tintas... Cor e beleza, o que vem é perfeição.
Simples de coração, olhos sempre atentos, mãos e coração.
Amor e poesia, Graça e Fé, imagem e semelhança... Devoção.
Pintura humana, mãos divinas, raro artista... Com aquele sorrisão!


(...)
Tem coração... Coração... Cor... Ação...
Tem alegria... E aquele sorrisão...
Aquele sorrisão... Em ação?!


(*)
Por/Pra uma impressionante Mulher e Mãe:
Carmen, mãe do impressionista Gabriel. 
Algumas impressões poéticas de...

Gelson Bessa:.


(**)
¡gabriel! (em ação 1. aquele sorrisão)


(***)
¡gabriel! (em ação 2. artes)

à{Fé}rnandes!

O dia do teu aniversário passou, e eu nem vi,
mas acho que senti, de alguma forma. Sinto, sempre!
Talvez, como uma nova-velha ausência distante-próxima,
ou por lembranças dos mundos e eras, que vivemos ontem.

Teus piores e melhores momentos passaram, e eu nem vi,
mas acho que vi e vivi, quem sabe talvez, os dias do meio termo.
Não sei, talvez, entre a loucura e a lucidez, quem sabe?
Quem sabe, entre Deus e o diabo, talvez!

Bah! Mais um ano teu passando, bem aqui do lado, e eu nem vi,
mas acho, que de alguma forma, te acompanho mesmo daqui,
com um amor-moderno, de um amigo-filho, para com o pai-amigo,
que distante da aba e com saudades do colo, aparecerá por aí.

A tua imagem... e semelhança. Teus ensinos... a mim menino,
teus conselhos, beijos, abraços, brigas... e as tuas amigas.
A primeira conversanálise, o choro no divã do banco do carro,
o simples amor verdadeiro, admiração, um totem de barro.

Os conflitos da existência, aquela comunhão com a divina-essência.
As falas fortes, os choques na mente e coração... não passarão,
mas eu passarinho... e hoje, mesmo distante do ninho, voando
atrasado, mas te amando como dantes: parabéns, Ivo Fernandes!


Gelson Bessa:.

(*)
à Bessa 

Interior...

Eu + ele = um, dois irmãos. 1 par de pregador no varal da vida. O nosso interior se parece, nossa urbanidade e humanidade também. Imagem e semelhança, pai e mãe. A chuva caindo, eu me banhando, ele guiando, o destino d'água, aos tanques, tinas, minha bacia. Água pura, meu irmão, minha alegria.

(*)
Pra Gerson Bessa, meu irmão.

Gelson Bessa:.

¡TriLegal!


(¡!)

Gelson Bessa:.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

sexta-feira, 26/05/zzzZ...

(*)
"Tô tão cansada hoje"
(...) mas meu bem, tu consegue por 1meno me dizer como se
escreve curry's? Rsrs...

Gelson Bessa:.
pra minha Valente, Lorenna.

E minha arte...

(...) aquela de juntar as palavras com seus sentidos causando encanto, e a minha arte aquela de falar com as letras de papel, eternas como o papel de enrolar pão, hoje o dia foi difícil, me senti sem poderes, não voei, não salvei ninguém, não fritei ovos de manhã com "laser" dos meus olhos... o dia passou, a noite chegou, continuo na mesma, sem inspiração alguma, infeliz, sozinho, sóbrio e o pior de tudo... você sequer se importa, a morte é lenta demais para seu perceber... saber de sua paixão, foi o cortar das minhas tranças. Mas meu segredo com Deus ainda guardo, teu santo nome.


(Friedrich Rimbaud/Faber Rodrigues)
por Gelson Bessa:.

Carvalho Podado

Como te cortaram, ó arvore,
Como estás estranha e singular!
Quantas mil vezes sofrestes,
Até ficares só teimosia e vontade!
Sou como tu, não me aniquila
A vida podada e torturada,
E diariamente do barbarismo sofrido
Meu rosto se banha na luz.
O que em mim era doce e terno
Morreu no escárnio do mundo,
Mas indestrutível é o meu ser,
Estou contente, reconciliado,
Pacientemente produzo novas folhas
Em galhos cem vezes lascados,
E desafiando toda dor, continuo
Apaixonado por esse mundo louco.

(Hermann Hesse)
por Gelson Bessa:.

Na parede da memória...

Enquanto houver espaço, corpo, tempo 
e algum modo de dizer não:
Belchior vive!

Gelson Bessa:.

{...}

É impossível que qualquer mente, pequena ou mediana seja suficientemente capaz de captar todo o talento artístico de alguns homens. Geralmente, a compreensão está além de sua capacidade; mais tarde, pela experiência, através do tempo, talvez meses, décadas, muitos anos depois, alguma coisa vibrará sua memória e subitamente, como num susto, num lampejo ou revelação, entenderão a profundidade e a grandeza da arte de homens como o Belchior. E ficarão sem ar.


Gelson Bessa:.

Pai-vô-cantá-dor!

(I)
 Em 2009, recebi a pior das notícias de toda a minha vida. O homem que me fez, que me ensinou, homem de muito conhecimento, com quem cresci ouvindo e aprendendo dele muitas coisas, que mesmo depois de muitas andanças, nunca ouvi algo semelhante de ninguém. O homem que todo tempo-presente-instantes, no meu coração não tem um único dia em que não pense nas muitas coisas que ele me ensinou. Naquela noite terrível de março, a notícia que recebi foi que o meu Pai havia partido. O meu Paião!

(II)
Anos depois, recebi uma outra notícia muito triste. Outro homem que também me ensinou muito, me ensinou sentir prazer pelo presente que é ouvir os mais velhos, que me ensinou a ser curioso por alguns temas, assuntos e a guardar histórias. Que me fez culto de Trancoso e Camões, e mesmo sem ele nunca ter ido a uma escola, me fez gostar de estudar. Que mesmo sem ter lido um único livro, me ensinou a ter gosto pelos livros, pois quando eu encontrava neles os temas e assuntos que dele havia escutado e que levava sempre a outros e mais outros, sentia sua companhia, escutando sua voz calma. Não, não foi fácil saber que um dos homens mais inteligentes que o meu mundo já viu, havia partido. Foi muito duro perder o meu avô materno. O meu vô Chico!

(III)
Hoje, numa manhã chorona de chuva, recebi mais uma triste notícia, o homem que me ensinou escrevendo e cantando a viver entre o sonho e som, que compôs a minha vida, que estampou meus sentimentos em canções e esteve presente comigo, todo esse tempo, mesmo distante. Com quem aprendi o que era música, e se só tivesse conhecido sua música, era o bastante. Aprendi o que era música com poesia e poesia musicada, com profundidade e grandeza artística. Hoje choro a partida do genial Belchior.

(*)
Neles encontrei algo de primeira grandeza, homens únicos, homens grandes. Homens a frente do seu tempo. Homens que amei e amo (memória) com todas as minhas forças e fraquezas. Com eles aprendi a amar e mudar, amar e mudar, amar e mudar, amar e mudar... amar e mudar as coisas interessa mais.

30 de Abril de 2017,
In Memorian do meu Paião, do meu vô Chico e do genial Belchior.

Gelson Bessa:.

{*}

Bem-aventurados os que contemplam a imponência, 
o charme e a elegância do Mané Mago.

Gelson Bessa:.

Viaj(ar!) É preciso...

A-Mar-jorlândia pelo menos uma vez por mês-recimento
Dedé-sdenhar das coisas ruins que dia-ar-dia a alma
Sol-edificar a vida, fincar os pés de pato no chão da prancha
Surf-ar livre, voar sem asas sobre as ondas, a-mar-olinhas
Entardecer, deitar na areia, a-mar ao som do mar, respirar
Anoitecer, olhar a lua-nua-tua pele corp(o)lh(o)s luz iluminando
Sorrir, só-rir, rir... dormir, acordar e seguir viagem

Visitar o interior do interior pelo menos uma vez por mês-recimento
Pensar, refletir, sentir e viver a essência da vida em Redenção
Construir uma na-morada de taipa e pintar de rosa as suas vestes
Na-morar numa casinha rosada e nela fazer amor numa rede branca
Ter ca-Fé da manhã no fogão de lenha e tempo no tempero do feijão
Sentar no chão do alpendre, sentir o vento e a calmaria, Ser-tão feliz
Observar o cachorro ligeiro correndo entre galos, noites e quintais.

Ir do Sul do Ceará ao Sul do Brasil uma vez por mês-recimento
Ver no céu de uruguaiana-montevidéo e sentir um Porto Alegre
Deitar em Gramado, no frio da serra um mate, sem dor em Canela
Ir até a pé pra Arena, gritar gol do Grêmio, ser imortal na capital
Voltar vendo o futuro em flash black, tricolor da janela do avião
Novas paisagens, destinos passagem, fim da viagem POAaqui. 
Chegar forte em Fortaleza e depois viver tudo, tudo outra vez.



Gelson Bessa:.

naturalmente!

A natureza congel-a-dor! 
Como diz insistentemente a dona Lorenna: 
"a natureza é insistente", e eu respondo: naturalmente!

Gelson Bessa:.

(*)

"(...) Vamos passear depois do tiroteio
Vamos dançar num cemitério de automóveis
Colher as flores que nascerem no asfalto..."

(“Pose”, Engenheiros do Hawaii)

por Gelson Bessa:.

Melancolia Noll

"Melancolia é não poder abraçar o mundo. É profunda. É neurose das brabas. É um descontentamento com o simples fato de definirmos algo e pronto. É incontentar-se com o se definir."

(João Gilberto Noll)

(*) 
In Memoriam Melancólica de João Gilberto Noll.

Gelson Bessa:.