sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Reminiscências

Ela me fez perceber o valor da minha escrita, do homem que sou.
Ao conversarmos percebia que ela ficava e se sentia à vontade.
Podíamos passar horas conversando, sentados, sem pressa.
Ela tinha atitudes tranquilas e o silêncio não era seu signo de fé.
Ficava atenta a minha fala e fazia uma expressão singular no rosto.

Quando se levantava seus cabelos se espreguiçavam nos ombros.
Ao sair ela sorria lindamente e tinha um balanço sensual no andar.
Levava o corpo da minha presença, e eu desejava que retornasse.
A espera despertava mais paixão pela escrita, daquelas sem cura.

Quando ela retornava conversávamos mais e mais...
Emendávamos assuntos, misturávamos temas.
Ela tinha o olhar atento, sem ar interrogativo.

Ficava feliz com a companhia e a luz do sorriso dela.
Me enchia de alegria a proximidade de nossas almas.

Éramos duas pessoas leves, como se fôssemos livres.


Gelson Bessa:.

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