terça-feira, 16 de junho de 2015

Ventos do Sul (Dá-lhe Grêmio FBPA)


(...) Mas o certo é que nós estaremos
Com o Grêmio onde o Grêmio estiver.

Trechos: Hino do Grêmio,
de Lupicínio Rodrigues.
Foto: Ventos do Sul,
Loren + Gelson.

(*)

Minha tua, tua minha
Vai que é tua, vem que é minha
Gira mundo, rola a bola, é gol

Voa alto, sai goleiro
Mete a testa, meu zagueiro
Canta, joga junto torcedor

Abre el juego
Mi corazón puntero izquierdo
Tira um centro
Mis lábios esperan tu beso

Minha tua, tua minha
Chuta centro, avante Grêmio
Grita arquibancada tricolor

Um poema sobre o Grêmio
Transformado em música
por 1berto Gessinger.

VerbAmaR

Olhar...

Perceber o amor, uma flor, bem querer

Beijar...

Sentir o outro na pele da mão, namorar

Avançar...

Desejar andar junto, sempre em frente

Seguir...

Proteger a vida, querer de corpo e alma

Casar...

Sim! Viver os dias, o sol, a noite e o luar 

Caminhar...

Conjugando, eternamente, o verbo amar.


Gelson Bessa:.

O canto

O galo na madrugada não mais cantava
Acordava cedo, grito preso na garganta
Calado e só, comia grãos de esperança
Que a folia do cantarolar pudesse voltar

Cantarolar, anunciando que existe a vida
E enquanto existir vida, existe esperança
Os sons matinais madrugando, traz o sol
Novo dia e muitas coisas novas pra viver

O canto, a voz soberana das madrugadas
Saudando a deusa do amanhecer, aurora
Sonho e cores, os ventos do norte, boreal
Astros, os ventos do sul, amanhã colorido.

Gelson Bessa:.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

(a)Feto

{*}
Feto(a)Feto
Outra vez vida.

Gelson Bessa:.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Infinita Highway...

(...) Escute garota, o vento canta uma canção
Dessas que a gente nunca canta sem razão
Estamos vivos e isso é tudo
É, sobretudo a lei
Dessa infinita highway, highway...

Trechos de “Infinita Highway”, 
Engenheiros do Hawaii.
por Gelson Bessa:.

nAmor '15

Se ela não fosse uma mulher Valente
Teria dado meia volta na primeira semana comigo.
Loren, mulher deliciosa e de raro encanto
+1 dia dos namorados juntos.

No mesmo barco, fazendo amor
Ao som e sobre mapas do acaso.
É-terno?
Eu não sei, sei que É.
Quanto ao terno:
O meu coração tropical não aguenta.

“âncora, vela
?qual me leva?
?qual me prende?
mapas e bússola
sorte e acaso
?quem sabe (?) do que depende?"

Você e eu.

Dia dos Namorados 2015.
para Loren Valente...
Gelson Bessa:.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

SolAR

Sol, só, solAR, solitário.
No mesmo lugar, eterno retorno.
Precisar de luz e do caminho brilhante.
Ir muito além da fresta da janela, eterna-idade.

Outro dia e meio, irresponsável!
Mesmos versos, poesia e não vai, agonia.
A vida viva viver, muitas vezes lida ou escrita.
Entre a depressão e a excitação, usando o Bataille.

Um Cointreau ao som do Coltrane,
Sentir o ritmo forte som gravidade tocando.
Contemplar alguns quadros no chão, outros não!
No canto, na parede, no solo, na sala de estar a chorar.

Neste estado atual, um desgoverno.
Não saber o que fazer! Correr por aí? Talvez! 
Não saber o que fazer! Andar entre os carros? Medo!
Não saber o que fazer! Depois do Sol se pôr um novo disco?!

Gelson Bessa:.

terça-feira, 26 de maio de 2015

dias da meia-noite

Em alguma leitura nos dias da meia-noite
Ou nos recônditos da minha mente 
Encontro-me sempre.

Eu, Eterna-mente jovem, 
Amante confesso das letras no papel
Dou saltos de alegria no silêncio noturno. 

No sossego da literatura
Construo o meu mundo entrelinhas de livros, 
Imagem e escrita.

E danço livre-mente 
Pelas estreitas ruas do apartamento
Onde já não vivo, mas moro, ou vice-versa!

Gelson Bessa:.

domingo, 17 de maio de 2015

remember

(...) O que você chama de sentimento de saudade,
Eu prefiro chamar de boas lembranças vivas, bem vivas.
Memórias e recordações guardadas na mente que não mente
Sobre os muitos bons momentos já vividos, únicos, alguns eternos.

(*)
A escrita revela as coisas do porão em histórias, contos e poesias.


Gelson Bessa:.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Adeus, BB King!

(*)

“Se você nunca foi expulso de um bar por racismo,
Você não pode tocar um blues, meu irmão.
Se você toma guaraná com uísque e pedra de gelo,
Você não pode tocar um blues, meu irmão.
Agora, se você tem uma mulher que foi ser puta em Nova York,
Você pode tocar um blues.

Eu nunca fui o bluesman,
Mas sempre que escuto BB King eu me sinto um.
E se você quiser que eu toque um blues em homenagem ao Rei
É só pedir que eu faço.”




(Parafraseando Oswaldo Montenegro)
(Homenageando o Rei do Blues)
(15/5/15) Adeus, BB King!
por Gelson Bessa:.

terça-feira, 12 de maio de 2015

A bailarina


A bailarina me odeia eu sei
Eu gosto tanto de vê-la dançar
Foi pra tv, se casou com um rei
Que um dia me avisou que eu não aparecesse por lá.

O rei ainda pensa que eu quero ser rei
E eu gosto tanto de vê-lo reinar
No seu discurso de posse eu falei:
Que um dia um poeta me falou
 (Eu acho que foi o Oswaldo Montenegro não tenho certeza)
Que os reis não sabem dançar!

(O poeta que me falou)
Gelson Bessa:.

Vida de Cão


Um cachorro não fica deprê e nem tem medo da morte
Vive uma honesta vida de cão e é o único amigo de verdade
Não tem preocupação com aluguel, água, luz, impostos ou FIES 
Sem fronteiras nem Tim e não se estressa com a Multiplay Telecão.

Não precisa de diploma, mestrado e doutorado, mas Lattes
Detesta a cachorrada política-sexual-religiosa dos humanos
Não toma umas cerva, mas não mistura petiscos com petista
Carinhoso e brincalhão, não tem o pavio curto, mas é protetor.

É chegado nos maiores livros das nossas estantes e imita o Einstein
Corre na praia, joga bola e brinca, foge das ondas e as vezes surfa
Vive uma vida de cão maravilhosa e quando morre o corpo animal
A alma vai para o céu dos cachorros ou para o inferno do cão.

Gelson Bessa:.

"(...) Deus fez os cães da rua pra morder vocês
Que sob a luz da lua
Os tratam como gente - é claro! - aos pontapés."

("Conheço o meu lugar", Belchior)

sábado, 2 de maio de 2015

#mazé67

(...) 
Aos 30 (do 1º tempo) vibrei com emoção
Os 67 anos de vida da mulher que me gerou.
Abraçados e chamegando no balanço da rede...
Pela Luz dos Olhos do meu bem ("Fotografia 3x4")
E com a vigilância do "GG" Gato Gessinger (na porta).

(2/5, 67 da minha mãe)
Gelson Bessa:.

Poe(ta)sia


Há tempos não escrevia poesia, no papel ou com-puta-dor.
Poesia minha de cada dia, dos passos dados e das falas
Dos braços e abraços dos que com-vivem comigo.

Voltei a es-crer-ver e re-es-crer-ver o meu ser
Com quem tenta ler minha poesia em carne
E busca entender o meu eu poe-ta-sia.

 Com suor e sangue no corpo ou no papel, lápis no metal da pele.
Escrita líquida entre os dedos, tinta ou teclas, letras livres.
Poesias leves asas pra voar, alimento pra valente viver.

Gelson Bessa:.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Sul-real(!)


"(...) Senti-me atraída, bombardeada
Era o cara da internet, a face do face
Ali bem perto de mim, elegante, sentado 
Pernas cruzadas, degustando um bom vinho

Incrível, foi como se já o conhecesse
Simplicidade percebida a distância
Culto, conhece vinhos, boa música
Nando Reis, Humberto Gessinger

É Rock'n Roll
Curte Heavy Metal
Jazz & Blues
Eu pensei: Ele é Sul-real(!)"
  
(Autora desconhecida, perdoe-me 
pelo "bombardeio" involuntário)
(Festival Jazz & Blues Guará)
(*) Por Gelson Bessa:.

Poema inacabado (?)


O que eu faço com a minha mente
Traça feroz, bicho devorador de poemas de Rimbaud (?)
O que faço com o meu pensar
Que dentro da noite veloz quer devorar poemas de Gullar (?)

Minha cabeça não quer deixar, meu corpo descansar
Livros lidos dos meus dias ou do Ivo, uivo do lobo, madrugada
Pensamentos inquietos, bicho solto em minha cabeça
Muitas vozes na minha mente sã doutrina poesia.

Ler, escrever, rabiscar letras antes do corpo se deitar
Rascunhos poéticos em bloco de notas ou em papel de pão
Letras livres leve sono, corpo não aguenta o ritmo do coração
Poema inacabado (?) Sonhar com o final (e no dia seguinte digitar?)

(*)
(E seguir Kendera com a insustentável leveza do ser de Kundera!)

Gelson Bessa:.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Saudade


Saudade do gargarejar do galo, do seu canto imperoso e absoluto
Do cheiro do curral, do galopar empolgante dos cavalos
Do aroma das flores do campo, das sensações agradáveis
Das paisagens tão belas esculpidas pela natureza
Das cachoeiras, das quedas d’água e dos rios límpidos

Saudade do silêncio do interior, tranquilizando a alma
Da pouca iluminação pra poder contemplar as estrelas
Do poder perder a conta tentando contá-las
Das brincadeiras de infância, das peripécias pueris
De comer frutas direto da árvore, sabor especial

Saudade de observar os agricultores com suas vidas diárias
De ouvir os gritos do padeiro na rua vendendo o nosso pão de cada dia
De ir com meu pai no parque da praça principal
E depois já cansado de brincar tomar um sorvete em sua companhia
De ir ao sítio no domingo, almoçar com toda família reunida
Dos encontros familiares, verdadeira festa para mim e para os primos

Saudade de tomar banho de açude com os amigos
Dos duelos pra saber quem chegaria à outra margem nadando
Do nosso joguinho de futebol que nos fazia se sentir grandes craques
De ouvir histórias macabras que muitas vezes me deixavam sem dormir
De receber o abraço carinhoso de minha mãe ao chegar do colégio
E de esperar a noite ansiosamente para brincar com os amigos

Saudade de ser criança e do meu interior
Que levo comigo em recordações inesquecíveis
Momentos bastante agradáveis que me fizeram descobrir
Que a saudade é um sentimento que nos faz reviver
Ainda que sejam na memória, momentos eternos.


Texto: Edvan Chaves (1mano amigo meu).
Pintura: “Galo”, Emile Tuchband.
por Gelson Bessa:.

domingo, 19 de abril de 2015

Galos, terreiros e quintais


No lugar onde vivi ainda tem minhas marcas e red(e)moinhos,
Campinhos de areia, mas eu não faço mais nenhum golaço.
No lugar onde vivi ainda tem mata fechada e passarinhos,
Árvores verdes, mas eu não sinto o cheiro e nem caço.

No lugar onde vivi ainda nasce macaxeira e feijão.
E "donas de casa" ainda guardam caçarola no prego,
Mas eu não como mais beiju de caco e nem capitão. 
Na cidade grande a vida é Fast-food com coca-cola.

No lugar onde vivi ainda ciscam terras de terreiros e quintais.
Não falo de galinhas, mas de senhoras com vassoura de garrancho,
Teimosas iguais minha mãe, que fazia “Em pleno sol do meio dia”, 
E que disso não morreria, sempre dizia, por isso vive muito mais.

No lugar onde vivi... No interior do meu interior sinto saudade.
Dos galos madrugando, galinheiros, do burro e cores da carroça.
Hoje pobre homem urbano que sou, só escuto carros buzinando,
Barulho das sirenes e prefiro nem pensar em zuada de motor.

No lugar onde vivi... O meu pai passou seus últimos dias de vida.
E minha mãe ainda cuida de tudo, divinamente, mesmo sozinha. 
 Hoje além de saudade, tenho vontade de voltar, fazer uma visita,
Retornar ao meu interior e viver menino aos cuidados de mainha.  

(p/ Dona Mazé, mainha)
(*) Do Interior de...
 Gelson Bessa:.

{Em}

{...}
{Em} meu apartamento, {Em} minha mesa,
{Em} segurança, l{Em}do h{Em}ingway
{Em}gordo {Em} Fortaleza.

Gelson Bessa:.

[7º andar]


Ao sair...
No elevador os meus vizinhos são zumbis
(Vejo The Walking Dead n'outra caixa)

Ao voltar…
No elevador sozinho, percebo que também sou zumbi
(Vejo The Walking Dead de óculos redondo e barbudo)

("Poeta Zumbi", Gelson Bessa:.)


(*) Também sou um...

"(...) Mero menestrel das angustias urbanas, louco quixote 
da cidade grande, da realidade, moinho a vencer."

("Poeta Maldito", Oswaldo Montenegro.)