quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

inquieta-mente

(*)
A minha inquieta-mente...
Onde estiver quer outro lugar.
Sentada, deitada ou em pé: Ler.


Gelson Bessa:.

N.A.D.A

Nada é mais delicioso que a intimidade
Entre duas pessoas que são cúmplices.

Gelson Bessa:.

Uma...

(...) Íntima parceria, cumplicidade.
Como a mão esquerda e a direita.


Gelson Bessa:.

LoUcO

Era uma vez...
Um maluco, um menino.
Gritava demais, corria feito doido.
Sua gritaria incomodava a vizinhança.
Era o vizinho pirado.
Não, não era. 
Não é um maluco.
LoUcO [?]
"Louco é tu, louco é tu...
E pirado é o nosso passado."
O menino é meu vizinho... [*]
E os meus outros vizinhos são incomodados.
Ficam irritados com a gritaria de um só menino.
O grito dele é alto demais, incomoda demais, dizem.
Alguém já parou pra pensar que gritamos os outros também?
Gritamos os outros vizinhos, o porteiro, a síndica e vice-versa.
Mas o menino grita, grita tanto que causa dor de cabeça.
Dor de cabeça?
Dor de cabeça é o que ele sente, por isso grita... E grita de dor.
Observe, tente entender e não critique.
Observação e crítica são coisas diferentes.
Observação é olhar o outro.
Crítica é o nosso olhar sobre o outro.
Observar é perceber o direito do outro.
Criticar é tirar o direito do outro.
Ele corre gritando de dor.
Ele pelo menos corre...
Ele inventou um grito de alívio.
Ele corre, ele tem ação.
Do lado de cá ninguém sai do canto, só reclama-ação.
Que tal começarmos a história novamente?
Era uma vez. Duas vezes. Três vezes...
Respire, levante, ande, corra, grite suas dores.
Continue... Continue sua própria história.

[*]
[Dedicado ao meu vizinho "Especial"]

[...]
[E aos outros vizinhos incomodados]



Gelson Bessa:.
[1 Louco Pra Ficar Legal]



(...)

(*)
É só uma vez. Uma vez apenas.
É só uma vida. Uma, uma, uma.

Gelson Bessa:.

Última Página

(*)
A morte será um virar de página.
E quero encontrá-la somente na última.
Quando virar a última página da vida livro.
 Que seja a minha última página a maior.
A maior das páginas que jamais li.


Gelson Bessa:.

Páginas Poéticas

(*)
Um poeta vive e morre sozinho em casa.
E voando ressurge ao encontro dos amigos.
Uma pessoa... Páginas poéticas de pura poesia.


Gelson Bessa:.

Velhão

(...) Um velho garotão indomável, um provável homem doce.
Forte, firme olhar de sal, cabelos longos e brancos no ombro.
Magro e encurvado, com a mesma sandália de couro e óculos.
Feliz com o tempo, eternas horas no conforto da velha poltrona.
E mesmo com a barba e outras coisas por fazer: Ler. (*) É Verão!

Gelson Bessa:.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

"Música de Brinquedo" e o "Bang! da Anitta"

Um amigo certa vez criticou o projeto "Música de Brinquedo"
 da "Banda Pato Fu" como sendo algo sem sentido.
Ele disse: “É algo infantil demais para ser adulto”
“Apelativo demais!”
Tudo bem, todo mundo tem uma forma peculiar de ver as coisas.
Não vamos discutir, mas achei "Música de Brinquedo" bem legal.
E falando em forma peculiar de ver as coisas,
Vi um dia desses um show especial do Dia das Crianças:
"Show das Poderosinhas - Multishow Ao Vivo"
Era da "Cantora Anitta" e ela dançou (como nas cirandinhas)
Fez também o movimento da sanfoninha (gonzagão perdeu)
E cantarolou:
“Vem na maldade, com vontade
Chega, encosta em mim
Hoje eu quero e você sabe que eu gosto assim...”
"Bang!"
Eu diria: Achei adulto demais para ser infantil.
Apeladismo demais!

Gelson Bessa:.

(...)
E, como adulto, acho o "Bang! da Anitta" massa! Rsrs...

EvAdão

Eureca!
Foi o que disse Adão depois da soneca em que o criador fez Eva.
Eureca! Eureca! Eure-cara! Já quero! Disse o cabeludo Adão!
O criador namorou a sua essência e fez Eva... Só pode!
Imagem e semelhança do pecado... Certeza!
Adão se perdeu ali mesmo, mas queria era se encontrar com ela.
 Com aquela gata com cara, com pernas e bunda divina.
Queria ficar com ela além do Éden, convidar pra jantar...
Andar de mãos dadas... Passear de mãos dadas.
Plantar maçã juntos e fazer amor, fazer amor no paraíso.
Viver com ela e com os animais até a natureza não aguentar mais.
(...)
Eva muito linda e gostosa recebia as mais belas flores do Jardim.
Deus, diante da solidão e sonhos de Adão, criou a mulher.
Adão, diante de Deus o criador, escolheu a mulher.
E não foi só um pedaço, comeu a fruta inteira.

 Gelson Bessa:.
(*)

{Trecho apócrifo: "Adão era cabeludo, sarado e muito charmoso."}

Pessoa(s)

“As pessoas cagam para os poetas.”
(Hilda Hilst)

(*)
Ela disse: Pessoas.
Eu digo: Pessoa.
"E a palavra pessoa hoje não soa bem;
Pouco me importa.”
(Belchior e Eu)

(*)
“Ter opiniões é estar vendido a si mesmo. Não ter opiniões é existir.
Ter todas as opiniões é ser poeta.”

(Fernando Pessoa)

(***)
Eu nunca acreditei nas pessoas. E isso faz bem.
Se as pessoas falassem a verdade, não seria uma pessoa.”

(Maltz e Eu)

(...)
“Será que essas pessoas estão comprando seus sorrisos no mesmo fornecedor?”

“Algumas pessoas vivem praticamente em um paraíso tecnológico na terra. É uma sociedade de consumidores felizes.”

“Infelizmente algumas pessoas não estão aptas a viver neste paraíso que outras pessoas estão construindo. Infelizmente algumas pessoas ainda não estão aptas a se tornarem membros vitoriosos e produtivos desta sociedade limpa e positiva. Infelizmente, algumas pessoas, por falta de educação, medicação e condicionamento psicológico adequado ainda cometem erros.”
(Parafraseando “O último Rei do Rock”, Carlos Maltz)


Fernando Pessoa, Hilda Hilst,
Carlos Maltz e Belchior.
por Gelson Bessa:.

Lapso de Cores II

As cores do controle:
O infra é vermelho,
O liga e o desliga também,
Play amarelo, Ok!
Replay azul...
Esquerda e direita,
Zapear, navegar...
Estibordo, a bombordo.
Mais informações pequenas:
Botão preto quase invisível,
O Pay-Per-View já nem vejo.
O resto é cinza até de noite.
O verde acesso, vamos em frente...
 E se as coisas ficam pretas já sabemos de cor:
Os nomes, funções, locais, posições. 
Temos um mapa mental...
Viajamos o mundo todo no sofá.
E na mesa temos o mapa do mundo,
Mapa do Brasil, mapas do acaso,
Mapa de lápis, mapa de cores.
Temos o controle de tudo nas mãos, poder...
De plasma, led, smarth poder!
Multi cores, HD, imagens fortes e intensas.
3Dias, um fim de semana de programação.
Agendar outras ou desligar a TV?
Ir até à janela, um programa ao vivo.
Contemplar a cor do céu, do sol se pondo,
Sentir a noite chegar trazendo seu brilho,
Curtir e vi-ver um amanhã colorido.

Gelson Bessa:.

(*)

Lapso de Cores

Quando leio, penso e me encontro.
Perco-me, sou marcado e marco páginas...
Com lápis de cor e da cor do livro, da capa ou da página.
Com lápis de cor, lapso de cores, de cor, decoro trechos,
Aprendo uns, marco outros e escrevo novos.
Quando leio, penso e me encontro.

(*)
{Quando leio, eu pinto. Quando escrevo, eu desenho.}


Gelson Bessa:.

{viver}

É fácil não morrer...
Basta grudar um dia no outro com água e farinha.
Pular na água do mar, sentir o sal da terra, se divertir.
Sorrir é a magia do existir, sem pressa, leve, pra sempre.
É-terna-mente: viver.


Gelson Bessa:.

(*)
{O que é mais sagrado na vida é viver}

("Atemporal", Catedral)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

clara-idade

A clara-idade revela quem nós somos e como estamos.
 Luz diante do espelho mostra detalhes que escondemos.
Precisamos de cortinas para nos esconder da clara-idade.
Precisamos de máscaras para esconder nossa clara-idade.
A clara-idade invade 'nossa casa' e mostra a nossa bagunça.
Revela o nosso lixinho escondido no tapete, a poeira dos dias.

(*)
A clara-idade grita que tá na hora de acordar, se banhar, sair.
Mostrar os cravos, os olhos, a barba mal feita e as rugas.
A clara-idade revela em nós as marcas do tempo.


Gelson Bessa:.

Os GrandeS

(*) 
A grandeza deixa as pessoas sempre à vontade.
Os grandes deixam os outros à vontade.
A grandeza é o bem, é simples. 
Simples, nunca complicada e não é intimidadora.
Os grandes gostam da verdade.
Os grandes nos deixam bem à vontade.
Os grandes não precisam dizer que são grandes.


Gelson Bessa:.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

diário-mente

A nostalgia servida com café.
Dia e noite, sol e lua dentro de casa.
Enfrentando a fúria de motores e buzinas.
Insisto na leitura... Sigo escrevendo diário-mente.


Gelson Bessa:.

{...}


{Deus me livro de ser livre sem ter lido}


Gelson Bessa:.

Um bom...

Como todo menino que não tem noção do tempo...
Acredito que a vida dura um final de semana.
Um bom fim de semana.
Daqueles que começam na sexta-feira...
E que no domingo não se preocupa com a segunda-feira.

Na sexta-feira vou à livraria.

Sábado pela manhã vejo um programa de literatura.
Tomamos café com papo.
Em seguida vou à Gibiteria Fanzine.
Minha mulher vai a Nina Bijoux e quase não volta.
Se ela volta tem almoço com papo.
Tardinha tem praia, mas antes passamos na loja “discos raros”.
Na praia tomamos água de coco.
Em casa outro café com papo.
E de noite?
Todos esperam alguma coisa de um sábado à noite
Como diz a canção.

Domingo, mãe ou sogra às vezes chegam de surpresa.
Pela manhã assisto sempre o Senhor Brasil,
Mas antes minha mulher assiste o Globo Rural.
Sim... Ela assiste o Globo Rural. (Rsrs...)
E tem mais um café com papo.
Meio dia tem almoço com mais papo.
Durante a tarde tem leituras e mais leituras.
Escrita livre, bijuteria com poesia, beijos e abraços.
Tem colo, tem conversa, Beatles na vitrola.
Tem Grêmio e gritos de gol!
Tem cerveja na caneca com petiscos.
Tem a eternidade do amor ao fim do dia...
Da janela da nossa casa na avenida anonimato.


Gelson Bessa:.

(*) Da noite de Pré!

(...) Ela gosta de tango, do dengo
Do ‘Grêmio’, domingo e de cócega
Ela pega e me pisca, belisca, petisca
Me arrisca e me enrosca

Você não gosta de mim, mas sua filha gosta
Você não gosta de mim, mas sua filha gosta

E nada como um dia após o outro dia
Pro meu coração
E não vale a pena ficar, apenas ficar
Chorando, resmungando até quando, não, não, não
E como já dizia Jorge Maravilha
Prenhe de razão
Mais vale uma filha na mão do que dois pais sobrevoando.

(“Jorge Maravilha”, Chico.)
(*) Pré-Carnaval 2016.
por Gelson Bessa:.